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terça-feira, 16 de setembro de 2008


Brasil tolera violência policial, diz ONU

Relatório divulgado ontem aponta que, no país, os policiais estão por trás de "uma significativa proporção dos homicídios"

Para o relator, há pouco alarme em relação à violência policial porque a maioria admite que a lei é pouco para combater o crime



Relatório da ONU divulgado ontem ataca as políticas de segurança do Brasil e chama a atenção para a violência policial e "as execuções extrajudiciais" no país, que, diz o estudo, tem um dos índices de homicídios mais altos do mundo.
O relator Philip Alston, autor do documento, inspecionou o Brasil por dez dias em novembro de 2007, quando esteve com autoridades e ativistas e visitou favelas e presídios. Sua conclusão é a de que a violência policial é tolerada pelos governantes e por boa parte da população. Sua principal crítica é em relação às mortes de pessoas já rendidas por policiais. "O assassinato não é uma técnica aceitável nem eficaz de controle do crime", condena Alston.
De acordo com ele, "as execuções extrajudiciais estão desenfreadas em algumas partes do Brasil". Os policiais estão por trás de "uma significativa proporção dos homicídios", diz o relatório. "Policiais da ativa recorrem rotineiramente à força letal, e um grande número de policiais de folga faz parte de esquadrões da morte e outras formas de crime organizado."
Alston aponta ainda que o Brasil não evoluiu desde o último relatório, de 2004. Naquela época, segundo o relatório, o índice de homicídios estava "entre 45 e 50 mil por ano", como atualmente [dados do governo federal, divulgados em janeiro deste ano, indicam que o total de homicídios no país caiu 5,11% em 2004, 1,65% em 2005 e 1,93% em 2006, sempre em relação ao ano anterior].
Também afirma, a exemplo do estudo anterior, que hoje grande parte dos assassinatos é cometida por policiais. "No Rio de Janeiro, a polícia mata três pessoas por dia", diz Alston. "Eles são responsáveis por um em cada cinco assassinatos."
Para o relator, há pouco alarme público em relação à violência policial porque a maioria admite que a lei é pouco para combater o crime. O principal motivo para que muitos policiais se envolvam em milícias ou esquadrões da morte é o baixo salário, conclui o relatório.

Aumento para policiais
O aumento nos vencimentos dos policiais é apenas uma das dezenas de recomendações que o relatório tem para o Brasil. Outra é evitar operações "mega", que geralmente resultam em enorme prejuízo para moradores inocentes.
Segundo o relatório, que usa dados do governo federal e dos Estados, em uma dessas operações, a invasão do complexo do Alemão, no Rio, em 27 de junho de 2007, "ilustra como tal abordagem pode ser uma tentação na teoria, mas na prática causa assassinatos e acaba sendo uma autoderrota".
Para comprovar a tese, Alston lembra que 19 pessoas foram mortas, mas a polícia apreendeu duas metralhadoras, seis pistolas, três fuzis, uma submetralhadora, 2.000 cartuchos e 300 quilos de drogas.
O relatório será apresentado na ONU nos próximos dias, quando o Brasil poderá rebater as críticas. Uma delas é em relação à lentidão da Justiça e a baixa incidência de condenações.
No Rio e em São Paulo, só 10% dos homicídios chegam à Justiça. Em Pernambuco a taxa é de 3%. Dos 10% que são julgados em São Paulo, calcula-se que metade seja condenada. "Esses números são ainda menores nos casos em que há o envolvimento de policiais", diz.
Um dos focos do estudo é a ação das milícias no Rio de Janeiro. Segundo Alston, 92 das cerca de 500 favelas do Rio estão em poder delas. "As milícias são formadas por grupos de policiais, ex-policiais, bombeiros, agentes penitenciários e indivíduos que tentam "tomar" áreas geográficas e fazem um "policiamento" paraestatal, explica.
Alston recomenda reformas nas polícias Civil e Militar, Corregedoria de polícia, medicina legal, ouvidorias, promotores públicos, Judiciário e administração carcerária."O escopo das reformas necessárias é assustador", admite, "mas a reforma é possível e necessária", reforça o relator das Nações Unidas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008



O que realmente esta havendo?

Hugo Chaves tem algo em mente ...?

Aviões russos chegam à Venezuela para exercícios

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, confirmou a chegada de dois bombardeiros russos de longo alcance no país para fazer "vôos de treinamento" no Caribe.

A chegada dos aviões Tu-160 ocorre dias depois do anúncio feito pelos governos venezuelano e russo, de que os dois países realizarão exercícios militares conjuntos nas águas do Caribe no mês de novembro.

O anúncio da manobra militar colocou o governo dos Estados Unidos em "observação" e trouxe à tona a discussão sobre o relançamento da disputa geopolítica entre Estados Unidos e Rússia na América Latina.

"São bombardeiros Tu-160 supersônicos que estavam há um certo tempo sem voar por esses lados, e a Rússia, há uns dois anos, decidiu relançar seu programa de aviação estratégica", afirmou Chávez durante a inauguração de um centro médico.

Guerra Fria
É a primeira vez, desde o final da Guerra Fria, que a Rússia realiza operações deste tipo na região, considerada como a área de influência dos Estados Unidos.

"Yes, yes (sim, sim) para que lhes doa, pitiyanquis (pequenos-ianques)", acrescentou Chávez em referência à oposição venezuelana, a quem acusa de atuar a favor dos interesses dos Estados Unidos.

Para o sociólogo venezuelano Edgardo Lander, com a chegada dos bombardeiros ao Caribe, o governo russo pretende dar uma resposta à presença militar dos Estados Unidos e de seus aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança de defesa ocidental) no mar Negro, na fronteira sul da Rússia, como conseqüência do conflito que envolveu a Ossétia do Sul.

"Depois do que ocorreu na Geórgia, houve um sinal de afirmação de que a Rússia é um fator que há que se tomar em conta na política internacional", disse Lander à BBC Brasil.

"Nesse sentido, dar um passo ao Caribe significa ir mais além de sua região de influência. Se trata de um anúncio simbólico aos Estados Unidos de que o mundo tem outros atores", acrescentou.

Oposição
A aliança com a Rússia tem provocado críticas por parte da oposição venezuelana que afirma que Chávez, ao aproximar-se dos russos está colocando a Venezuela em uma "reedição" da Guerra Fria.

A informação sobre a chegada dos bombardeiros havia sido anunciada mais cedo, em Moscou, pelo porta-voz da Força Aérea russa Alexander Drobyshevsky.

O funcionário russo disse que durante o vôo os dois aviões Tu-160 foram acompanhados por aeronaves da Otan.

"Enquanto os Tu-160 voavam, eles eram acompanhados por jatos de combate da Otan", disse Drobyshevsky.

As aeronaves foram desenvolvidas ainda no período da extinta União Soviética e têm capacidade para portar 12 foguetes e 40 toneladas de bombas.

Os dois bombardeiros permanecerão na Venezuela durante vários dias, realizando vôos de treinamento, de acordo com informações da agência de notícias RIA.

Chávez, que é ex-pára-quedista, brincou e disse que iria pilotar um dos aviões e sobrevoaria a ilha de Cuba.

"Eu vou pilotar um desses bichos Fidel, vou (passar) por aí voando baixinho", disse.

Crise no Cáucaso
Neste fim-de-semana, pouco antes de o governo da Venezuela confirmar sua "aliança estratégica" com o governo russo no Caribe, o presidente russo Dmitri Medvedev havia questionado a decisão dos EUA de enviar parte de sua frota naval à Geórgia sob o argumento de enviar ajuda humanitária ao país.

"Como se sentiria (Washington) se nós enviássemos ajuda humanitária ao Caribe utilizando nossa própria Força Naval?", questionou Medvedev.

Edgardo Lander, ressaltou, porém, que "a Rússia não tem capacidade, do ponto de vista logístico e militar, de competir" com os Estados Unidos na região.

Diante deste cenário, Lander afirma que na hipótese de um conflito armado entre EUA e Venezuela, o governo russo apenas "assistiria" a crise.

"Sem bases militares e sem nenhuma capacidade logística, assim como os Estados Unidos observaram, impotentes, a ação militar russa na Geórgia, é difícil pensar que a Rússia atuaria no caso de um conflito armado contra a Venezuela. Essa ajuda está absolutamente descartada", afirmou.

Desde o fracassado golpe de Estado de 2002, Chávez vem afirmando que o governo dos Estados Unidos pretende "derrubá-lo" e afirma que há uma "ameaça" iminente de uma invasão militar americana para controlar o Estado petroleiro, quinto maior exportador mundial.

"Manobra arriscada"
O comandante Héctor Herrera, da Reserva das Forças Armadas da Venezuela e presidente do Frente Cívico Militar, apóia a realização do exercício militar que a seu ver "é uma demonstração de soberania da Venezuela" e também um recado para Washington.

"Obviamente há uma mensagem política nesta decisão que é a que os Estados Unidos não são os donos do Caribe e da América do Sul", afirmou Herrera à BBC Brasil.

De acordo com o comandante da Reserva, a reativação da 4ª Frota americana no Caribe representa "uma clara ameaça aos governos progressistas" da região.

"Temos todo o direito de realizar esses exercícios para fortalecer a defesa do nosso território e porque não fazê-lo com os russos?", questionou.

Na opinião do sociólogo Edgardo Lander, a decisão do governo venezuelano em participar da disputa russo-americana é uma manobra arriscada.

"Venezuela jogará um papel na geopolítica internacional com manobras militares que estão além da sua capacidade de decisão. É uma decisão arriscada", avaliou.

O governo russo enviará à missão naval cerca de mil militares e quatro barcos, entre os quais estará o cruzeiro de batalha nuclear "Pedro, o Grande", considerado como um dos maiores navios de combate do mundo, com capacidade para lançar 500 mísseis.<

A Venezuela, por sua vez, aportará com uma pequena esquadrilha aérea e com efetivos da Marinha.

Fonte:
http://edition.cnn.com/2008/WORLD/americas/09/11/russia.venezuela/index.html

Monty Python - A Piada Mais Engraçada do Mundo

Alguem pode morrer de rir?

ha ha ha,

Conversão de Rodolfo (ex-Raimundos)


Globo: Rodolfo esquece passado de Raimundos e Rodox e vira homem de Deus

O portal O Globo publica uma reportagem com o ex-Raimundos, Rodolfo Abranches. Confira abaixo:

RIO - O culto evangélico começa na Bola de Neve Church, e o pastor Gilson Mastrorosa anuncia a chegada "do homem de Deus" Rodolfo Abrantes. A cena que aconteceu na última quarta-feira na igreja dos surfistas da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, se repetiu na noite deste domingo: o ex-vocalista dos Raimundos e do Rodox subiu ao altar em forma de prancha de surfe mais para pregar do que para cantar.

- Não vou fazer show porque nem me considero mais artista. Pus minhas coisas a serviço de Deus - dizia ele minutos antes de começar a tocar as músicas de seu CD "Santidade ao Senhor", o primeiro assumidamente gospel, pela Bola Music.

Apesar da declaração, bastam alguns acordes para ver que o rock de Rodolfo continua parecido. Ao menos ritmicamente. O coro da assembléia também lembra os fãs que cantavam de cor as canções de suas bandas anteriores. Mas apenas lembra. Em vez dos berros e palavrões comuns nos shows de hardcore, os gritos mais ouvidos agora são os de "Aleluia!", "Glória a Deus!" e "Amém!". Rodolfo está completamente mudado. Convertido.

- Não ia mais cantar um negócio que para mim era uma palhaçada, que simplesmente não me dizia mais nada. Não conseguia pegar o microfone e falar com um cara na minha frente que ele tinha que fumar maconha, porque eu não fumava mais. Não agüentava mais ser mentiroso, hipócrita, e era isso que eu tinha virado. O tempo passou, e meus CDs, as mulheres, a grana, meus fãs, as drogas, nada disso conseguia me fazer feliz. Naquele momento, os palavrões que eu cantava, as mulheres que eu tinha pego, as drogas que tinha usado, as mentiras que eu tinha contado, nada mais valia. Sabe o que é ter uma conta abarrotada de dinheiro, um monte de discos de ouro e de platina empilhados dentro do armário? Nem na parede eu coloquei porque eles não serviam para nada. Sabe o que é ter milhões de fãs espalhados pelo Brasil que sabem seu nome e o dia em que você nasceu e isso não servir para nada? - indagava o Rodolfo renovado.

“Não ia mais cantar um negócio que para mim era uma palhaçada, que simplesmente não me dizia mais nada. Não conseguia pegar o microfone e falar com um cara na minha frente que ele tinha que fumar maconha, porque eu não fumava mais. Não agüentava mais ser mentiroso, hipócrita, e era isso que eu tinha virado”.

A apresentação musical demora pouco mais de 40 minutos e é seguida da pregação, um testemunho de uma hora em que Rodolfo conta como "aceitou Jesus" depois da conversão da sua mulher Alexandra. Tem sido assim desde o término da banda Rodox. Se antes o vocalista vivia de aeroporto em aeroporto viajando por conta de turnês, hoje o faz para propagar a sua experiência de fé e salvação:

- Hoje tenho vontade de ser pastor. Minha mulher e eu viajamos o tempo inteiro para pregar a palavra de Deus. Mas hoje mesmo eu reclamei que não agüentava mais essa vida de aeroportos, porque cheguei de Nova York, onde passei um mês, dormi uma noite em casa, e já estou aqui no Rio.

Alexandra é uma das únicas boas recordações que Rodolfo guarda da fase anterior à sua conversão. Os dois se conheceram em 1995 em Balneário Camboriú, onde moram hoje. Com 22 anos na época, o então vocalista dos Raimundos se encantou pela menina de 15 anos que era intérprete de uma cover dos Ramones, banda na qual os roqueiros de Brasília se inspiravam e para a qual abririam um show naquela cidade. Seis anos depois, os dois se reencontraram e passaram a morar juntos em um apartamento em São Paulo. Foi um dos momentos mais tensos da vida do casal por conta das brigas constantes e das drogas.

- Eu era viciado desde os 13 anos de idade e não conseguia passar um dia sem fumar maconha. As outras drogas eram apenas recreativas. A gente vivia drogado, e ela, já saturada disso, começou a buscar ajuda na Bíblia, com um grupo de irmãs, daquelas bem velhinhas, com a saia que ia até os pés. Naquela época, a agenda lá de casa estava lotada na letra "i": era irmã para cá, irmã para lá... - brincou ele, arrancando risos da assembléia.

Mas, se ele ri ao falar das crentes que julgava apenas quererem seu dinheiro, também se emociona ao recordar todo o sofrimento por que passou quando decidiu mudar radicalmente de vida. Foi necessária muita insistência de sua mulher e das irmãs que a acompanhavam para que Rodolfo se convertesse. Mais do que isso, foi preciso que ele adoecesse seriamente e emagrecesse bastante para lançar mão da fé. Filho de médicos - seu pai, Manuel, é ginecologista-obstetra, e sua mãe, Jacira, é pediatra -, ele abdicou da ciência quando passou a sentir fortes dores no estômago e a ver caroços espalhados por seu corpo:

- Não conseguia nem planejar meu futuro, pois me encontrava em uma das fases mais doentias da minha vida. Morria de medo de fazer algum exame e ter o diagnóstico de que ia morrer. Mas entendi que estava com uma doença muito grave pelo conjunto de sintomas que tinha no meu corpo.

http://igrejadedeus.multiply.com/journal/item/9

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Familia Remix



Aniversário animado, e resolvi fazer este video para descontrair a galéra!

Feixes de prótons dão volta completa no acelerador LHC


Vista da area onde se encontra o Acelerador de Parerticulas



ACL -SPS

Genebra, 10 set (EFE).- A primeira tentativa de colocar em circulação um feixe de milhões de prótons no acelerador LHC, o mais potente do mundo, do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), terminou hoje com sucesso, ao conseguir que as partículas dessem uma volta completa no enorme túnel circular de 27 quilômetros.

O êxito deste primeiro teste de funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) foi muito comemorado pelas dezenas de cientistas presentes na sala de controle do organismo, que aguardavam com expectativa o resultado.

"Tenho certeza de que funcionará", disse o diretor-geral do CERN, Robert Aymar, minutos antes do início do teste, em um ambiente ainda cheio de expectativa.

O diretor do projeto LHC, Lyn Evans, tinha anunciado antes que não era possível saber quanto tempo o feixe demoraria para fazer uma volta completa, o que ocorreu em pouco mais de 50 minutos.

Um feixe de um bilhão de prótons conseguiu atravessar os 27 quilômetros do anel em oito períodos, como estava previsto.

O anel é dividido em oito partes, e o primeiro teste de hoje consistiu em lançar o feixe e conseguir que passasse pela primeira.

Em seguida, foi lançado novamente e o feixe atravessou a primeira e a segunda, no terceiro lançamento correu pela primeira, a segunda e a terceira partes, e assim sucessivamente.

A idéia era comprovar que todo o sistema funciona, que cada peça fez o que tinha de fazer, e indicar que tudo ocorreu como programado.

Evans assinalou que o objetivo é poder lançar hoje novamente o feixe, para que ele faça todo o percurso sem interrupções.

O feixe, que é do tamanho de um fio de cabelo, foi lançado em sentido horário, e se tudo funcionar corretamente e há tempo, pode ser possível que se lance na direção oposta.

No entanto, está descartado para hoje o choque de prótons, o que deve ocorrer em alguns meses, depois da realização de todos os testes necessários.

Com isso, os cientistas esperam recriar as condições no Universo pouco depois do "Big Bang" e identificar novas partículas elementares que revelem dados muito importantes sobre a natureza do cosmos. EFE mh/mh

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Intolerancia


INDONÉSIA (47º) - A Indonésia foi o palco de embates religiosos iniciados em 1999, os quais causaram a morte de mais de 8 mil pessoas. O governo do país com a maior população islâmica do mundo, utiliza leis que protegem as minorias, como os cristãos, e também evita que atitudes extremistas, provenientes de qualquer grupo religioso, ganhem terreno e recriem os conflitos. Ultimamente, houve interesse até em procurar os culpados pela violência e julgá-los como a lei manda.

No entanto, a ordem é mantida à custa da Igreja. Uma lei em vigor no país exige que as congregações cristãs tenham a aprovação da vizinhança para se estabelecerem no lugar desejado. Dois casos recentes exemplificam essa tendência.

Em 17 de agosto, um grupo de muçulmanos invadiu o culto matutino da Igreja Pentecostal da Indonésia, na cidade de Cipayung. Eles retiraram os cristãos do templo à força e colocaram faixas na rua, declarando que baniam “cultos religiosos”. Alguns do grupo invasor eram vizinhos da igreja, mas a maioria não era da região. Um policial da guarda civil e outros policiais estavam presentes, mas não intervieram.

Ocorre que, um mês antes, em 13 de julho, essa congregação recebera ordens da prefeitura de interromper suas atividades. A vizinhança estava descontente com a igreja e exigia que ela fosse demolida.

Sacrifício da liberdade

O fato de o governo favorecer atitudes injustas como essas fez com que o pastor da Igreja Pentecostal da Indonésia, na cidade de Cipayung, Chris Ambessa, desistisse de relatar o incidente na delegacia, já que não espera uma intervenção positiva.

Na mesma cidade, outro exemplo de injustiça. No dia 25 de agosto, a Escola Teológica Evangélica Arastamar (SETIA) foi atacada por pessoas armadas de espadas, facões, varas de bambu e ácido. Nos dois dias que se seguiram, a polícia foi até o lugar para retirar os 1.100 alunos e professores da escola, uma vez que não foi capaz de deter os manifestantes, que continuavam no local. Durante a operação, 20 alunos foram feridos.

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