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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Zé buscape - Uma familia Fogo

Este desenho me faz voltar no tempo...

Num tempo que as crianças e os jovens sonhavam e acreditavam em seus sonhos !

Ca$amento



Enquanto o noivo chora as empresas lucram

"NEGÓCIOS DO CA$AMENTO.


Que falida, que nada. A instituição do casamento pode não ser a mesma de antigamente, mas nunca esteve tão sólida - e rentável. Dados oficiais dão conta da realização de 850 mil matrimônios por ano no Brasil - isso sem contar as uniões sem papel passado. Empresários do setor estimam que a indústria do casamento movimente, por baixo, algo em torno dos R$ 4 bilhões por ano. Considerando que cerca de metade dos produtos e serviços que compõem esse mercado são informais, o movimento pode atingir a casa dos R$ 6 bilhões fácil, fácil. O bom da história? Micro e pequenas empresas atendem entre 80% e 90% dessa indústria. As oportunidades de negócios são vastas e variadas. Vão desde os preparativos dos noivos para encarar a hora do sim , passam pela cerimônia em si e se estendem lua-de-mel afora. Nos últimos cinco anos, a maioria dos negócios relacionados a casamento floresceu. Um dos termômetros é a Expo Noivas & Casais, feira promovida pela Goal. Nas edições deste ano em São Paulo, Belo Horizonte e Rio, a feira alavancou R$ 31 milhões em negócios, informa a diretora Mônica de Freitas. Constata-se que o casamento, para que se dedica a montagem do “cenário”, pode virar uma cerimônia dos lucros. Das flores à decoração, dos convites aos serviço de bufê, os casamentos são um grande filão para pequenas empresas

OPORTUNIDADES. As oportunidades mais férteis estão nas cerimônias e festas, que concentram 80% dessa indústria. Aí entram flores, decoração, convites, serviços de caligrafia, fotografia e filmagem, músicos, bufês, vestuários. Até mesmo serviços de entrega, estacionamento, segurança e aluguel de carros encontram nas festas nupciais uma boa fonte de lucros. Quase todos os negócios voltados à cerimônia de casamento podem ser tocados por pequenos empresários , afirma Dórli Martins, consultora do Sebrae-SP. A única exceção talvez seja o aluguel de carros de luxo, que exige capital inicial maior. Em quase todos os outros ramos, o custo inicial não é alto e requer conhecimentos que podem ser adquiridos em cursos rápidos. Basta ter afinidade com a atividade escolhida e bom gosto.
Lembre-se de que esse mercado é regional. Verifique os produtos com maior demanda e os que estão em falta na sua cidade.

PERFIL. Em média, o gasto com uma cerimônia nupcial é de R$15 mil - montante salgado, principalmente para noivas modernas, que geralmente estudam, trabalham e arcam elas próprias com as despesas do casamento. Basta lembrar que o mês em que mais se diz sim já não é maio, mas dezembro - mês do 13º salário. O mercado de casamentos mudou radicalmente nos últimos 20 anos , pontua Sérgio D'Urso, diretor do projeto Nova Rua São Caetano, que agrega 90 lojistas da rua, há 55 anos voltada para o comércio de vestidos de noiva, em São Paulo. Uma dessas mudanças está relacionada justamente aos vestidos. Há 20 anos, diz D'Urso, 99% dos vestidos de noiva eram vendidos. Hoje, 70% das clientes querem a primeira locação das peças, que depois são revendidas para outras cidades como segunda-mão. Adaptados às mudanças, os lojistas da São Caetano vêm crescendo 5% ao ano, desde 1996. No ano passado, venderam 48 mil vestidos e faturaram R$ 3,2 milhões.

FATURAMENTOS. As empresas desse ramo têm foco e faturamento diferenciados, mas comungam no mesmo “altar”. A “EDNA QUEIRÓZ GASTRONOMIA E IDÉIAS”, por exemplo, foi fundada em 1993 voltada para a área de bufês e hoje, com 15 funcionários, fatura anualmente R$ 500 mil. Já a “LAÍS MOTA GRINALDAS”, que dedica-se a confecção de chapéus, arranjos e grinaldas, entrou em atividade no ano de 1979. Hoje fatura R$ 120 mil por ano e mantém o quadro de 2 funcionários. Outro exemplo é a “PALMA DE PAULA EVENTOS”, que especializada na decoração e administração de eventos, conta com seus 12 funcionários para faturar anualmente R$ 600 mil.

ESTOQUES. Como casamentos nunca são decididos de um dia para outro, há a vantagem de o trabalho ser feito quase sempre sem estoques. O que não pode faltar, diz Dórli, são bons fornecedores e excelente organização.

GRIFES. Para alívio de quem está começando, 80% dos produtos e serviços do setor não dependem de uma marca forte. Isso porque - exceções feitas ao bufê e ao vestido da noiva - nem mesmo os clientes mais abonados escolhem pela grife as empresas que vão animar e dar suporte à festa.

OPÇÃO. Considere a possibilidade de substituir a venda pelo aluguel. Praticidade é a palavra de ordem para quem vai se casar.

PROPAGANDA. A melhor arma publicitária ainda é a informação boca a boca. A influência dessa mídia verbal é tão forte que, longe dela, até o mais saudável empreendimento pode se desmantelar. Foi o que quase aconteceu com a ex-manequim Laís Mota, quando precisou se mudar do Rio para São Paulo, há 12 anos. Anuncie ainda em sites e revistas especializadas. Até a cerimônia, essa é praticamente a única leitura dos noivos.

CONCORRÊNCIA. Pesquise-a, analise os pontos fortes e os fracos, para poder reproduzi-los ou evitá-los.

LOCALIZAÇÃO. Procure instalar seu negócio num local de fácil acesso e com estacionamento.

INSTALAÇÕES. Capriche na decoração da empresa e no atendimento personalizado. A boa acolhida num local agradável faz parte do sonho que os noivos estão comprando.
ATENDIMENTO. Aja com diplomacia. É preciso sensibilidade para administrar emoções às vésperas do casamento.

HORÁRIOS. Seja flexível nos horários de atendimento e nas condições de pagamento. Hoje são os noivos, e não os pais, quem pagam a conta.

PREÇOS. Flexibilidade nos preços e prazos de pagamento é outro ponto fundamental para o negócio. Em média, o gasto com uma cerimônia nupcial é de R$ 15 mil - montante salgado, principalmente para noivas modernas, que geralmente estudam, trabalham e arcam elas próprias com as despesas do casamento.

CASOS DE SUCESSO.

* LAÍS MOTA. Especializada há 21 anos - desde que viu seu primeiro casamento desfeito - na produção comercial de chapéus, arranjos e grinaldas, a marca Laís Mota Grinaldas ganhou destaque no cenário carioca em tempo recorde. Em vez de grinaldas tradicionais, Laís coroa suas noivas com jóias de cristal austríaco. Os concorrentes diziam que eu precisaria de no mínimo seis anos para me estabelecer, mas em 12 meses eu já havia comprado um carro com os lucros , diz. A mudança para São Paulo, entretanto, foi um desastre. Sem clientes, Laís quase fechou a empresa. A parceria iniciada há oito anos com o segundo marido, Roberto Cacciola, foi decisiva para a sobrevivência do negócio. Cacciola assumiu as vendas e o marketing, enquanto Laís se dedicava à criação. Esse impulso triplicou o faturamento da firma, que passou, em 1998, da condição de microempresa para a de sociedade limitada. O ateliê trabalha hoje com margem de lucro de 30%, industrializa parte da produção e experimenta exportações para Peru, Argentina e EUA.

* FORESTIERI. Esse engenheiro transformou a paixão por carros antigos em negócio lucrativo, e hoje fatura R$ 300 mil por ano com sua frota de 27 automóveis. No início, era pelo simples prazer de exibir seus automóveis que ele, ainda rapaz, começou a levar à igreja as noivas de seus amigos. Até que, com a demanda aumentando, ele decidiu em 1976 colocar preço no serviço. Iniciada quase como brincadeira, com o atendimento de sete casamentos por mês, a US$ 50 cada um, a atividade logo passou a dar lucro e, em 1989, Forestieri engrossou a frota com Mercedes, Jaguars, Rolls-Royces e Landaus transformados em limusines, passando a dedicar-se integralmente ao empreendimento. Para abrigar parte dos veículos, alugou um galpão. Além disso, convocou filhos e sobrinhos para servirem de motoristas, esquema que mantém até hoje. No início da década de 90, o negócio doméstico foi diversificado: Forestieri passou a alugar os carros antigos também para filmagens, segmento que responde atualmente por 10% do faturamento. Hoje, depois de crescer em média 20% ao ano nos últimos dez anos, a locadora tem uma frota de 27 veículos, metade deles fabricada até os anos 50, e uma receita anual de R$ 300 mil. O preço das locações com motorista varia de 200 a 500 reais, dependendo do modelo, por quatro horas de serviço. Aos 51 anos, sorridente e sempre pronto a oferecer atendimento personalizado, o empresário contabiliza serviços para cerca de 10 mil casamentos. Um dos segredos do sucesso é a paixão com que conduz o negócio e à constante preocupação com a manutenção dos veículos. A frota de automóveis novos, por exemplo, é atualizada a cada dois anos. Para entrar nesse mercado é preciso começar com pelo menos três veículos - dois para alugar e um de reserva, para eventuais problemas -, facilitar o pagamento, ter paciência e abrir mão do convívio com a família nos fins de semana. Forestieri vai além nos conselhos: só cidades com mais de 1 milhão de habitantes comportam uma locadora de carros antigos. Forestieri começou investindo R$ 60 mil (três carros novos e uma linha telefônica) e faturando R$ 2,5 mil (três primeiros meses).

* CENTRAL DAS NOIVAS . Enquanto a experiência do casamento é pessoal e diferente para cada um, a correria dos preparativos é sempre a mesma - um trabalho que a empresa Central das Noivas assume por completo, assessorando os noivos. Fazemos tudo, prestamos total assessoria aos noivos. Nosso objetivo é que a festa seja a mais completa possível , explica a empresária Rosa Maciel.
Os serviços prestados não alteram o orçamento de quem vai casar. A Central das Noivas é remunerada pelas fornecedoras conveniadas. Ela faz uma bem-vinda revolução cuidando de tudo. Orçamentos, contratação de profissionais, documentação, enxoval, a festa e a cerimônia religiosa.
Contrariando todas as previsões, o casamento chega ao novo milênio com muita força e a Central das Noivas já começa a expandir o negócio por meio de licenciamentos - um investimento que exige entre R$ 17 mil e R$ 900,00.
. A empresa atende a 12 noivas por semana e pela Internet são 1 200 consultas por mês. A Central das Noivas tem 300 fornecedores. Na loja de lingeries, o espaço para noivas facilita o trabalho de escolha das peças. Tem ainda, em outra loja, várias opções para composição do enxoval.
A lua-de-mel pode ser resolvida dentro da própria Central das Noivas, numa agência de viagens. E para que nada seja esquecido outra boa opção para a festa - O Livro de Casamento.
Algumas definições são fáceis. Não é o caso do cabelo, por isso a noiva passa por vários testes para Ter certeza do que quer. E se esta é uma decisão difícil, não se compara com a escolha do vestido que deverá estar em perfeita sintonia com todos os outros detalhes. A festa de casamento envolve muitos detalhes. Trabalhamos em total sintonia com os noivos e nossos fornecedores para que nada saia errado , conclui.

Eventos
. EXPO NOIVAS E CASAIS Organizadora: Goal Promoções - (21) 280-8690

. EXPO NOIVAS & CASAIS
Organizadora: Goal promocões e feiras Ltda.
Tel.: (21) 280-8690

FORNECEDORES

. RELEVO ARAÚJO INDÚSTRIA GRÁFICA LTDA
Endereço: Rua Javaés, 136, São Paulo - SP
Cep: 01130-010
Fone: (0 11) 3331-3100 Fax: (0 11) 222-7687

. SAGAS GRÁFICA EDITORA LTDA
End. Av. Antônio Fonseca Martins, 565, São Bernardo do campo - SP
Cep: 09581-030
Fone: (0 11) 4232 -3327 Fax: (0 11) 4232-3327

EMPRESA DO RAMO

. CENTRAL DAS NOIVAS - Skill Promoção de Eventos
Rua Groenlândia, 44 - Jardim Europa - São Paulo/SP -
CEP 01434-000 Telefone (0xx11) 3884 5566
E-mail : skill@centraldasnoivas.com.br

Endereços na Internet:
Site Informativo

Filmagem e fotografia - "FotoArt Studio"
E-mail: cgoliveirra@hotmail.com

http://www.casamentoecia.com.br/

Empresa do Ramo
http://www.central-de-noivas.com.br

Portal com informações sobre empresas que prestam serviços para o ramo dos casamentos.
http://www.voucasar.com.br/index.htm

Site da escola de caligrafia do Professor De Franco.
http://www.profdefranco.com.br/cursos.html

BIBLIOGRAFIA

- Pesquisas Tips - Sebrae - Pequenas Empresas, Grandes Negócios - IPT - Tudo (Folha de S.Paulo) - Negócios (O Estado de S. Paulo) - Empreendedor - Exame SP - Exame - Tudo - Estado de Minas - Marketeer - Google - Wikipédia - Ministério do Trabalho e Desenvolvimento

Esse arquivo foi gentilmente enviado por usuários do Emprega Brasil. Caso tenha arquivos que contribuam com a empregabilidade ou rentabilidade, nos envie através do e-mail: arquivos@empregabrasil.org.br

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Ainda há esperança... Há?

O que esta acontecendo com nosso mundo? De onde provem, tanta destruição entre os da mesma espécie? Desde quando e pq com toda a sabedoria e tecnologia do homem, tanto havanço na ciencia,... pra que serve?
se o intinto cruel do homem ainda fala mais alto!?
Um instintoque mudou o discurso, mas continua o mesmo, com mais força e menos compaixão!

Mas ainda há uma solução, como toda boa solução imlica em renuncia, e assim termina a negociação...

Mas ainda há quem acredita num Deus, e este Deus ainda ouve a oração destes.

"Como podes ficar a ver a destruição e a violência? Só há lutas e desordens. Para onde quer que me volte, apenas vejo destruição e violência, gente que só está satisfeita em contender, em contestar o que é justo. A lei não é acatada; não se respeita a justiça nos tribunais. Os maus prevalecem claramente sobre os rectos. Predomina a venalidade e a corrupção. Responde o Senhor!
"Vejam e espantem-se! Ficarão estarrecidos perante aquilo que vou fazer em breve! Será qualquer coisa, a realizar ainda durante a vossa vida, que só vendo acreditarão".

Habacuque 1:3-5

Por: Klaudiney

Medicina do outro lado da fronteira

Estudar Medicina ou Nutrição no exterior sem prestar vestibular e morar no Brasil a um custo muito baixo é uma possibilidade oferecida pela Facultad de Medicina da Fundación Hector Barceló. Com sede em Santo Tomé, cidade na fronteira da Argentina com São Borja, no Brasil, a faculdade iniciou seu funcionamento há cinco anos, quando foi inaugurada a Ponte da Integração, entre São Borja e Santo Tomé.

A iniciativa foi do Instituto Universitário de Ciências de la Salud, que, percebendo a localização estratégica da pequena cidade, junto a uma ponte internacional, a 150 quilômetros do Paraguai e da capital da província de Missiones, resolveu abrir mais uma unidade com a possibilidade de atender também a estudantes brasileiros.

A Fundación Hector Barceló já tinha duas unidades em funcionamento: uma em Buenos Aires, autorizada em 1992, e outra em La Rioja, que começou a funcionar regularmente em 1994. Além de Medicina, o instituto mantém cursos de Nutrição, Fonoaudiologia, Fisiatria, Psicologia, Instrumentação Cirúrgica, Análise de Sistemas de Informação Médica e o curso técnico em Análises Clínicas. A maioria deles funciona nas unidades de Buenos Aires e de La Rioja.

Em Santo Tomé existem somente os de Medicina, com duração de seis anos, e o de Nutrição, quatro anos. Hoje, cinco anos depois de inaugurada, a escola tem cerca de 900 alunos, um terço dos quais é de brasileiros, vindos do mais diferentes Estados: Pará, Ceará, Paraná, São Paulo, Rio, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e, é claro, Rio Grande do Sul, Estado fronteiriço.

Para ingressar na instituição basta uma inscrição e o pagamento da taxa de matrícula, que é de 450 pesos (igual a R$ 450,00 no câmbio atual), além dos seguintes documentos: Carteira de Identidade, passaporte, atestado de saúde com todas as vacinas, histórico escolar e certificado de conclusão do ensino médio traduzido para o espanhol - a própria faculdade indica um tradutor para o serviço que custa aproximadamente R$ 150,00. As informações da faculdade podem ser obtidas pelo telefone (00xx54) 375-6421930.

Oposição
Procurada, a faculdade forneceu informações, mas não quis conceder entrevista. Os professores e funcionários ouvidos também preferiram não se identificar. A alegação foi evitar polêmica com as autoridades médicas brasileiras, por causa da oposição da Associação Médica do Rio Grande do Sul à abertura de cursos de formação de profissionais de saúde na região.

Até o ano passado foram feitas tratativas para que um dos hospitais-escola fosse no Brasil, mas houve resistência dos médicos de São Borja, que temiam a concorrência dos professores argentinos que dariam aulas. Por isso, os alunos farão suas práticas no Hospital San Juan Bautista, de Santo Tomé, e no Hospital de Posadas, capital da Província de Missiones, distante 150 quilômetros.

Ao fazer a inscrição o aluno matricula-se no curso introdutório, de dois meses e meio. Nesse período, passa por um verdadeiro funil, que vai avaliar suas condições para seguir ou não a carreira médica.

Além das aulas de espanhol para os brasileiros e epistemologia e metodologia do estudo, eles são avaliados nas seguintes disciplinas eliminatórias: Biologia, Química, Bioquímica, Antropologia Médica, Anatomia e Fisiologia e Atenção Primária de Saúde. Esta última faz com que os alunos ingressantes tenham contato com a realidade de saúde no hospital-escola e em postos de periferia. Eles acompanham os professores e o atendimento dos médicos.

Muitos desistem nessa etapa. Outros seguem e constroem uma carreira, como o brasileiro Alex Gomes Ribas, de Curitiba, que se formou na unidade de Buenos Aires e já clinica em Santo Tomé ao mesmo tempo em que dá aulas na faculdade. Agora, ele aguarda os trâmites para validar seu diploma no Brasil.

Fonte: O Estado de S.Paulo
[O Estado de S.Paulo ]

Brasil tolera violência policial, diz ONU

Relatório divulgado ontem aponta que, no país, os policiais estão por trás de "uma significativa proporção dos homicídios"

Para o relator, há pouco alarme em relação à violência policial porque a maioria admite que a lei é pouco para combater o crime



Relatório da ONU divulgado ontem ataca as políticas de segurança do Brasil e chama a atenção para a violência policial e "as execuções extrajudiciais" no país, que, diz o estudo, tem um dos índices de homicídios mais altos do mundo.
O relator Philip Alston, autor do documento, inspecionou o Brasil por dez dias em novembro de 2007, quando esteve com autoridades e ativistas e visitou favelas e presídios. Sua conclusão é a de que a violência policial é tolerada pelos governantes e por boa parte da população. Sua principal crítica é em relação às mortes de pessoas já rendidas por policiais. "O assassinato não é uma técnica aceitável nem eficaz de controle do crime", condena Alston.
De acordo com ele, "as execuções extrajudiciais estão desenfreadas em algumas partes do Brasil". Os policiais estão por trás de "uma significativa proporção dos homicídios", diz o relatório. "Policiais da ativa recorrem rotineiramente à força letal, e um grande número de policiais de folga faz parte de esquadrões da morte e outras formas de crime organizado."
Alston aponta ainda que o Brasil não evoluiu desde o último relatório, de 2004. Naquela época, segundo o relatório, o índice de homicídios estava "entre 45 e 50 mil por ano", como atualmente [dados do governo federal, divulgados em janeiro deste ano, indicam que o total de homicídios no país caiu 5,11% em 2004, 1,65% em 2005 e 1,93% em 2006, sempre em relação ao ano anterior].
Também afirma, a exemplo do estudo anterior, que hoje grande parte dos assassinatos é cometida por policiais. "No Rio de Janeiro, a polícia mata três pessoas por dia", diz Alston. "Eles são responsáveis por um em cada cinco assassinatos."
Para o relator, há pouco alarme público em relação à violência policial porque a maioria admite que a lei é pouco para combater o crime. O principal motivo para que muitos policiais se envolvam em milícias ou esquadrões da morte é o baixo salário, conclui o relatório.

Aumento para policiais
O aumento nos vencimentos dos policiais é apenas uma das dezenas de recomendações que o relatório tem para o Brasil. Outra é evitar operações "mega", que geralmente resultam em enorme prejuízo para moradores inocentes.
Segundo o relatório, que usa dados do governo federal e dos Estados, em uma dessas operações, a invasão do complexo do Alemão, no Rio, em 27 de junho de 2007, "ilustra como tal abordagem pode ser uma tentação na teoria, mas na prática causa assassinatos e acaba sendo uma autoderrota".
Para comprovar a tese, Alston lembra que 19 pessoas foram mortas, mas a polícia apreendeu duas metralhadoras, seis pistolas, três fuzis, uma submetralhadora, 2.000 cartuchos e 300 quilos de drogas.
O relatório será apresentado na ONU nos próximos dias, quando o Brasil poderá rebater as críticas. Uma delas é em relação à lentidão da Justiça e a baixa incidência de condenações.
No Rio e em São Paulo, só 10% dos homicídios chegam à Justiça. Em Pernambuco a taxa é de 3%. Dos 10% que são julgados em São Paulo, calcula-se que metade seja condenada. "Esses números são ainda menores nos casos em que há o envolvimento de policiais", diz.
Um dos focos do estudo é a ação das milícias no Rio de Janeiro. Segundo Alston, 92 das cerca de 500 favelas do Rio estão em poder delas. "As milícias são formadas por grupos de policiais, ex-policiais, bombeiros, agentes penitenciários e indivíduos que tentam "tomar" áreas geográficas e fazem um "policiamento" paraestatal, explica.
Alston recomenda reformas nas polícias Civil e Militar, Corregedoria de polícia, medicina legal, ouvidorias, promotores públicos, Judiciário e administração carcerária."O escopo das reformas necessárias é assustador", admite, "mas a reforma é possível e necessária", reforça o relator das Nações Unidas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008



O que realmente esta havendo?

Hugo Chaves tem algo em mente ...?

Aviões russos chegam à Venezuela para exercícios

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, confirmou a chegada de dois bombardeiros russos de longo alcance no país para fazer "vôos de treinamento" no Caribe.

A chegada dos aviões Tu-160 ocorre dias depois do anúncio feito pelos governos venezuelano e russo, de que os dois países realizarão exercícios militares conjuntos nas águas do Caribe no mês de novembro.

O anúncio da manobra militar colocou o governo dos Estados Unidos em "observação" e trouxe à tona a discussão sobre o relançamento da disputa geopolítica entre Estados Unidos e Rússia na América Latina.

"São bombardeiros Tu-160 supersônicos que estavam há um certo tempo sem voar por esses lados, e a Rússia, há uns dois anos, decidiu relançar seu programa de aviação estratégica", afirmou Chávez durante a inauguração de um centro médico.

Guerra Fria
É a primeira vez, desde o final da Guerra Fria, que a Rússia realiza operações deste tipo na região, considerada como a área de influência dos Estados Unidos.

"Yes, yes (sim, sim) para que lhes doa, pitiyanquis (pequenos-ianques)", acrescentou Chávez em referência à oposição venezuelana, a quem acusa de atuar a favor dos interesses dos Estados Unidos.

Para o sociólogo venezuelano Edgardo Lander, com a chegada dos bombardeiros ao Caribe, o governo russo pretende dar uma resposta à presença militar dos Estados Unidos e de seus aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança de defesa ocidental) no mar Negro, na fronteira sul da Rússia, como conseqüência do conflito que envolveu a Ossétia do Sul.

"Depois do que ocorreu na Geórgia, houve um sinal de afirmação de que a Rússia é um fator que há que se tomar em conta na política internacional", disse Lander à BBC Brasil.

"Nesse sentido, dar um passo ao Caribe significa ir mais além de sua região de influência. Se trata de um anúncio simbólico aos Estados Unidos de que o mundo tem outros atores", acrescentou.

Oposição
A aliança com a Rússia tem provocado críticas por parte da oposição venezuelana que afirma que Chávez, ao aproximar-se dos russos está colocando a Venezuela em uma "reedição" da Guerra Fria.

A informação sobre a chegada dos bombardeiros havia sido anunciada mais cedo, em Moscou, pelo porta-voz da Força Aérea russa Alexander Drobyshevsky.

O funcionário russo disse que durante o vôo os dois aviões Tu-160 foram acompanhados por aeronaves da Otan.

"Enquanto os Tu-160 voavam, eles eram acompanhados por jatos de combate da Otan", disse Drobyshevsky.

As aeronaves foram desenvolvidas ainda no período da extinta União Soviética e têm capacidade para portar 12 foguetes e 40 toneladas de bombas.

Os dois bombardeiros permanecerão na Venezuela durante vários dias, realizando vôos de treinamento, de acordo com informações da agência de notícias RIA.

Chávez, que é ex-pára-quedista, brincou e disse que iria pilotar um dos aviões e sobrevoaria a ilha de Cuba.

"Eu vou pilotar um desses bichos Fidel, vou (passar) por aí voando baixinho", disse.

Crise no Cáucaso
Neste fim-de-semana, pouco antes de o governo da Venezuela confirmar sua "aliança estratégica" com o governo russo no Caribe, o presidente russo Dmitri Medvedev havia questionado a decisão dos EUA de enviar parte de sua frota naval à Geórgia sob o argumento de enviar ajuda humanitária ao país.

"Como se sentiria (Washington) se nós enviássemos ajuda humanitária ao Caribe utilizando nossa própria Força Naval?", questionou Medvedev.

Edgardo Lander, ressaltou, porém, que "a Rússia não tem capacidade, do ponto de vista logístico e militar, de competir" com os Estados Unidos na região.

Diante deste cenário, Lander afirma que na hipótese de um conflito armado entre EUA e Venezuela, o governo russo apenas "assistiria" a crise.

"Sem bases militares e sem nenhuma capacidade logística, assim como os Estados Unidos observaram, impotentes, a ação militar russa na Geórgia, é difícil pensar que a Rússia atuaria no caso de um conflito armado contra a Venezuela. Essa ajuda está absolutamente descartada", afirmou.

Desde o fracassado golpe de Estado de 2002, Chávez vem afirmando que o governo dos Estados Unidos pretende "derrubá-lo" e afirma que há uma "ameaça" iminente de uma invasão militar americana para controlar o Estado petroleiro, quinto maior exportador mundial.

"Manobra arriscada"
O comandante Héctor Herrera, da Reserva das Forças Armadas da Venezuela e presidente do Frente Cívico Militar, apóia a realização do exercício militar que a seu ver "é uma demonstração de soberania da Venezuela" e também um recado para Washington.

"Obviamente há uma mensagem política nesta decisão que é a que os Estados Unidos não são os donos do Caribe e da América do Sul", afirmou Herrera à BBC Brasil.

De acordo com o comandante da Reserva, a reativação da 4ª Frota americana no Caribe representa "uma clara ameaça aos governos progressistas" da região.

"Temos todo o direito de realizar esses exercícios para fortalecer a defesa do nosso território e porque não fazê-lo com os russos?", questionou.

Na opinião do sociólogo Edgardo Lander, a decisão do governo venezuelano em participar da disputa russo-americana é uma manobra arriscada.

"Venezuela jogará um papel na geopolítica internacional com manobras militares que estão além da sua capacidade de decisão. É uma decisão arriscada", avaliou.

O governo russo enviará à missão naval cerca de mil militares e quatro barcos, entre os quais estará o cruzeiro de batalha nuclear "Pedro, o Grande", considerado como um dos maiores navios de combate do mundo, com capacidade para lançar 500 mísseis.<

A Venezuela, por sua vez, aportará com uma pequena esquadrilha aérea e com efetivos da Marinha.

Fonte:
http://edition.cnn.com/2008/WORLD/americas/09/11/russia.venezuela/index.html

Monty Python - A Piada Mais Engraçada do Mundo

Alguem pode morrer de rir?

ha ha ha,